FAQs

Sobre Criação e a Ciência

 

1. É científico crer na criação?
Em nossa sociedade atual, crê-se que a ciência é estritamente naturalista. Neste sentido, a criação não pode ser científica, porque a criação implica uma inteligência sobrenatural ativa na natureza. Entretanto, a ciência pode ser definida de outras formas (1). Se "ciência" significar o estudo da natureza, a criação pode ser "científica." É o que acontece se a natureza for investigada em sua relação com Deus como o seu Criador. Muitos dos fundadores da ciência moderna criam que Deus estava ativo na natureza, e que eles estavam meramente estudando Seus métodos de agir na natureza. A história mostra que a separação entre Deus e a natureza não é necessária para o avanço do conhecimento. Entretanto, a ciência se preocupa em testar predições resultantes de hipóteses específicas. A hipótese de que Deus causou um evento por métodos que não são investigáveis não seria considerada científica, por não poder ser testada.

Para alguns o termo "científico" significa crença lógica em oposição à superstição. Este significado é inerente ao "cientificismo" -- a crença de que a ciência naturalista é o único meio de descobrir a verdade. Este é um mau uso do termo "científico", que torna impossível responder à questão se é científico crer na criação ou em qualquer outra teoria das origens.

 

2. É necessário que a ciência seja naturalista?
A ciência avançou porque os cientistas procuraram respostas a questões acerca de como os eventos ocorreram ou ocorrem. Isto pode ser investigado tanto quando se crê que Deus está dirigindo os eventos como quando não se crê nisto. Os cientistas não necessitam crer no naturalismo quando procuram entender o mecanismo de como os eventos ocorrem.

 

3. O reconhecimento das atividades de Deus por parte dos cientistas não iria desestimular a pesquisa?
A crença de que Deus está ativo na natureza não desestimulou a pesquisa dos fundadores da ciência moderna, assim como não deve desestimular hoje. O problema que se deve evitar é deixar de investigar um fenômeno simplesmente por se crer que Deus é sua causa. Muitos cientistas têm sido estimulados a estudar a natureza por crerem que Deus está ativo nela, sendo seu estudo uma oportunidade de compreendê-lO através das obras de Suas mãos.

 

4. Que problemas não resolvidos sobre a criação e a ciência são de maior preocupação?
Como obter a verdade quando a razão e a fé parecem estar em conflito?


Notas para as perguntas sobre criação e a ciência

1. A filosofia da ciência sob uma perspectiva cristã está em: (a) Ratzsch D. 1986. "Philosophy of Science". Downers Grove, IL: InterVarsity Press; (b) Pearcey N. R., Thaxton C. B. 1994. "The soul of science: Christian faith and natural philosophy". Wheaton, I. L: Crossway Books, Good News Publishers; (c) Os adventistas do sétimo dia devem consultar Testimonies to the Church, Vol. 8, p 255-261 para uma esclarecedora declaração sobre Deus, a natureza e a ciência.


Referências

Recomendam-se as seguintes publicações, como leitura adicional referente aos tópicos tratados neste número de Ciências das Origens, todas disponíveis mediante solicitação à Sociedade Criacionista Brasileira no "site": http://www.scb.org.br

  1. ROTH, A. "Origens: Relacionando a Ciência com a Bíblia"., 384 p., C.P.B., Tatuí, 2001 (Casa Publicadora Brasileira, Rodovia SP-127, Km 106, Caixa Postal 34, Tatuí, SP, BRASIL, CEP 18270-000).Tradução do original Inglês "Origins: Linking Science and Scripture". Hagerstown, Review and Herald Publishing Association, 1998, 384 p., feita pelo Núcleo de Estudos das Origens.
  2. JUNKER, Reinhard, e SCHERER, Siegfried. "Evolução - Um Livro-Texto Crítico", 328 pp., Tradução para o Português pela Sociedade Criacionista Brasileira, 2002. (S.C.B, Caixa Postal 08660, Brasília, DF, CEP: 70312-970).
  3. FLORI, Jean, e RASOLOFOMASOANDRO, Henri. "Em Busca das Origens - Evolução ou Criação?" 342 pp., Editorial Safeliz, 2000. (Editorial Safeliz, Aravaca 8, 28040 Madrid, Espanha). Tradução para o Português, pela Sociedade Criacionista Brasileira, 2002. (S.C.B, Caixa Postal 08660, Brasília, DF, CEP: 70312-970).
  4. PARKS, Bill. "Como Ensinar a seus Filhos a Harmonia entre o Criacionismo e a Ciência". 130 pp., Sociedade Criacionista Brasileira, 2001. (S.C.B., Caixa Postal 08660, Brasília, DF, CEP: 70312-970).
  5. Artigos das Folhas (ou Revistas) Criacionistas referentes aos tópicos tratados nos números de Ciências das Origens, a serem selecionadas no Índice Temático disponível no "site" da Sociedade Criacionista Brasileira.
  6. Coleção dos números 1 a 60 de "Ciência de los Orígenes", encadernada em dois volumes, produzida pela Sociedade Criacionista Brasileira, 2002.

Sobre Tectônicas de Placa

 

1. Os continentes realmente se separaram?
Aparentemente sim. Há considerável evidência de que os continentes se moveram, separando-se (1).

 

2. Quando os continentes se separaram?
A principal separação pode ter ocorrido durante o dilúvio. Medidas atuais mostram que eles ainda se movem hoje, embora muito lentamente.

 

3. A divisão da Terra nos dias de Pelegue mencionada em Gênesis 10:25 pode ser interpretada como sendo a tectônica de placas?
Provavelmente não. O contexto é a "Tabela de Nações" que se espalharam após o dilúvio. O texto significa, mais provavelmente, que o território da Terra foi dividido entre estes grupos de pessoas. Entretanto, não há nada no texto que evite a interpretação de que os continentes estavam se separando naquela ocasião; porém, as diferenças entre os vertebrados terrestres da América do Sul e da África são tão grandes que parece pouco provável que estes continentes estiveram ligados após o dilúvio.

 

4. A Pangea representa o mundo pré-diluviano?
Provavelmente não. A Pangea é em grande parte coberta com sedimentos marinhos, sugerindo que fosse uma bacia ou mar epicontinental onde ocorreu a deposição durante o dilúvio. Os continentes pré-diluvianos podem ter sido destruídos no dilúvio.

 

5. Como podem os continentes terem se movido com rapidez suficiente para rearranjar toda a superfície da Terra durante o ano do dilúvio?
Pode não ser necessário que todo o movimento das placas fosse completado durante o dilúvio; movimentos significativos das placas podem ter continuado por algum tempo após o dilúvio. De qualquer forma, as causas do movimento das placas não são bem compreendidas. Atualmente elas se movem muito lentamente, mas poderiam se mover mais rápido se houvesse condições apropriadas. Uma grande quantidade de energia seria necessária; talvez esta poderia ter sido provida por impactos extraterrestres (2). Uma temperatura mais baixa de fusão de rochas basálticas poderia ter facilitado o movimento das placas; sabe-se que a presença de água no basalto abaixa o ponto de fusão (3). Não se sabe se o movimento das placas pode ter sido facilitado pelas "águas sob a terra" ou o rompimento das "fontes do abismo," mas vale a pena considerar esta possibilidade. Um grupo de criacionistas publicou recentemente uma teoria de movimento rápido das placas que pode prover algumas respostas a esta questão (4). Um movimento assim rápido iria aquecer tanto as placas que levaria muito tempo para esfriá-las.

 

6. Que problemas não resolvidos sobre tectônica de placas são de maior preocupação?
Quanto as placas realmente se moveram? Quando e quão rapidamente se moveram? O que aconteceu aos continentes pré-diluvianos? Como o magma do fundo oceânico se esfriou em poucos milhares de anos se ele foi depositado tão rapidamente durante o dilúvio? (5)


Notas para as perguntas sobre tectônica de placas

  1. (a) Snelling A. A. 1995. "Plate tectonics: have the continents really moved apart?" CEN Technical Journal 9(1):12-20; (b) Wilson J. T., editor. 1976. "Continents adrift and continents aground". Readings from Scientific American. San Francisco: W.H. Freeman.
  2. (a) Clube V, Napier B. 1982. "Close encounters with a million comets". New Scientist 95:148-151; (b) Glikson A. Y. 1995. "Asteroid/comet mega-impacts may have triggered major episodes of crustal evolution". EOS, Transactions of the American Geophysical Union 76(6):49ff.
  3. Thompson A. B. 1992. "Water in the Earths upper mantle". Nature 358:295-302.
  4. Baumgardner J. R. 1994. "Runaway subjection as the driving mechanism for the Genesis flood". In: Walsh R. E., editor. Proceedings of the Third International Conference on Creationism. Pittsburgh, PA: Creation Science Fellowship, p 63-75.
  5. Este problema foi levantado em: (a) Barnes R. O. 1980. "Thermal consequences of a short time scale for sea-floor spreading". Journal of the American Scientific Affiliation 32(2):123-125. O problema continua não resolvido, mas alguns trabalhos interessantes sobre problemas relacionados podem ser encontrados em: (b) Snelling A. 1991. "The formation and cooling of dykes." Creation Ex NihiloTechnical Journal 5:81-90; (c) Snelling A. 1996. "Rapid granite formation?" Creation Ex Nihilo Technical Journal 10:175-177; (d) Anonymous. 1996. "Queries and comments". Origins (Biblical Creation Society) Nº 21, p 22-23.

Sobre Arca de Noé

 

1. A arca de Noé foi encontrada?
Não. Várias expedições buscaram encontrá-la, mas sem sucesso. Algumas formações rochosas com "forma de barco" foram encontradas na área do Ararat, mas não há nada especial com relação a elas. Há numerosos relatos de pessoas que dizem ter visto a arca, mas não há evidências para apoiar estes relatos. Parece pouco provável que a arca venha a ser encontrada. Deve-se rejeitar as afirmações de que a arca foi encontrada, mas que é necessário mais dinheiro para obter as provas. Se a arca fosse realmente descoberta, os meios de comunicação iriam assegurar que todos soubessem disso rapidamente.

 

2. Como todos os milhões de espécies de animais poderiam caber na arca?
Não poderiam. A arca foi projetada para incluir apenas vertebrados terrestres -- aqueles que caminham sobre a terra e respiram através de narinas (Gênesis 7:22). Isso não inclui animais marinhos, vermes, insetos e plantas. Há menos de 350 famílias de vertebrados terrestres vivos. A maioria destes são do tamanho de um gato doméstico ou menor. Se cada família taxonômica estivesse representada na arca por um par de espécimes, e com as poucas famílias "limpas" representadas por sete pares, a arca deveria conter menos do que 1000 indivíduos. A arca poderia provavelmente acomodar dez vezes este número (1). A questão de espaço para os animais na arca não é um problema difícil.

 

3. É razoável supor que cada família taxonômica poderia ser representada por um único par ancestral na arca? Isto não irá exigir taxas evolutivas absurdas após o dilúvio?
Algumas famílias taxonômicas podem ser grupos que representam mais do que um par de espécimes ancestrais. Entretanto, um par pode ter sido suficiente na maioria dos casos. Sabe-se que algumas espécies atuais possuem suficiente variabilidade genética para produzir variações morfológicas equivalentes a gêneros diferentes (2). As taxas de mudança morfológica podem depender do grau de isolamento genético, da quantidade de stress ambiental e também do tempo (3).

 

4. O que se pode dizer sobre alimentação, água e saneamento para todos aqueles animais?
Estas questões não são discutidas na Bíblia. A água da chuva poderia estar disponível, tornando o armazenamento de água desnecessário. O alimento foi aparentemente guardado na arca (Gênesis 6:21-22). O Deus que revelou a vinda do dilúvio, instruiu Noé sobre como preparar a arca e dirigiu os animais para a arca, certamente cuidou da "logística" necessária para o cuidado deles.

 

5. O que se pode dizer sobre animais com alimento muito específico, tais como o coala que requer folhas de eucalipto?
Não sabemos se os coalas foram sempre restritos a folhas de eucalipto, ou se sua dieta mudou. Nem mesmo sabemos se os coalas existiram antes do dilúvio, ou se eles se diferenciaram a partir de um ancestral que tenha sido preservado durante o dilúvio. Possivelmente não haja um meio de obter a resposta.

 

6. Como os animais puderam encontrar seu caminho a partir da arca até a América do Sul ou a Austrália?
Não sabemos, mas parece provável que os animais foram dirigidos de forma sobrenatural para ir para a arca, e de novo para se dispersar a partir da arca. Isto pode ter sido obtido pela implantação de um impulso instintivo para migrar, ou pode ter sido através da ação direta de anjos. Alguns podem objetar sobre a invocação de atividade sobrenatural, mas esta é inerente a toda a história do dilúvio. Atividades sobrenaturais não implicam necessariamente violação de leis naturais, mas sim que os eventos foram dirigidos por seres de inteligência superior.

 

7. Que problemas não resolvidos sobre a arca de Noé são de maior preocupação?
Quantas espécies diferentes de animais foram salvas na arca de Noé, e quais são seus descendentes? Como os vertebrados terrestres se espalharam da arca até sua atual distribuição?

 


Notas para as perguntas sobre a arca:

  1. Para uma discussão criacionista sobre o espaço na arca, ver: Wodmorappe J. 1994. "The biota and logistics of Noah's ark". In Walsh R. E, editor, Proceedings of the Third International Conference on Creationism, July 18-23, 1994. Pittsburgh, PA: Creation Science Fellowship, p 623-631.
  2. (a) Wayne R. K. 1986. "Cranial morphology of domestic and wild canids: the influence of development on morphological change". Evolution 40:243-261; (b) Ver também as perguntas feitas sobre mudanças nas espécies.
  3. Parsons P. A. 1988. "Evolutionary rates: effects of stress upon recombination". Biological Journal of the Linnean Society 35:49-68.

Sobre Era Glacial

 

1. Ocorreu uma era glacial?
Sim. Houve uma época em que as geleiras cobriram grandes áreas da América do Norte e do noroeste da Europa (1). A maioria dos cientistas crê que ocorreram várias eras glaciais, mas alguns criacionistas suspeitam que houve apenas uma Era Glacial, com flutuações que produziram a aparência de mais de uma.

 

2. Quando ocorreu a era Glacial?
Provavelmente não muito após o dilúvio.

 

3. O que causou a era Glacial?
Já foram feitas muitas conjecturas acerca da causa da Era Glacial (2) Uma das melhores idéias é a de Michael Oard (3). Oard propõe que o oceano estava ainda morno imediatamente após o dilúvio. Isto significa que muita água se evaporaria e produziria precipitação, especialmente ao longo da trilha de tempestades da costa leste da América do Norte. Esta trilha de tempestades trouxe grandes quantidades de neve para a parte norte da América do Norte, onde o maior acúmulo de gelo ocorreu. Atividades vulcânicas mantiveram os verões frios, aumentando a precipitação e impedindo o derretimento da neve e do gelo. Quando o solo ficava coberto de neve, refletia mais calor do sol do que absorvia, esfriando mais o ar e acelerando o processo. Depois de várias centenas de anos, o oceano se esfriou o suficiente para diminuir a precipitação de mais neve. A atividade vulcânica declinou também, permitindo que os verões se tornassem mais quentes, provocando o derretimento do gelo.

 

4. Quanto durou a era Glacial?
No modelo de Oard, a Era Glacial pode ter durado menos de 1000 anos. A maioria dos geólogos crê em várias eras glaciais, separadas por períodos mais quentes, durando centenas de milhares de anos.

 

5. Por que a Bíblia não diz nada sobre a Era Glacial?
A Bíblia registra a história do povo que preservou o conhecimento do Messias prometido. A Era Glacial não é relevante para esta história. Por outro lado, referências tais como Jó 38:22 podem indicar um clima mais frio no princípio da história bíblica.

 

6. Que se pode dizer sobre outras eras glaciais na coluna geológica?
Outras "Eras Glaciais" têm sido propostas, com base na interpretação de certas evidências, tais como sedimentos não consolidados, que são interpretados como típicos de atividade glacial (4). Entretanto, as evidências de "eras glaciais" pré-quaternárias não são fortes, e já foram propostas interpretações alternativas dos dados (5).

 

7. Que problemas não resolvidos sobre Eras Glaciais são de maior preocupação?
Como explicar as evidências de que algumas regiões da América do Norte e Europa Setentrional experimentaram intervalos alternados de glaciação e climas mais quentes, sugerindo um período de tempo mais longo do que a maioria dos criacionistas julga disponível? Como explicar sondagens do gelo da Groenlândia e Antártica que são interpretadas como representando períodos de tempo de 100.000 anos ou mais? Qual o significado de seqüências de camadas interpretadas como devidas a mudanças cíclicas na órbita da Terra, chamadas ciclos de Milankovich?

 

Notas para as perguntas sobre a Era Glacial

  1. Wright A. E., Moseley F., editors. 1975. "Ice Ages: ancient and modern". Geological Journal Special Issue Nº. 6. Liverpool: See House Press.
  2.  Imbrie J, Imbrie K. P. 1979. "Ice Ages: solving the mystery". Cambridge, MA and London: Harvard University Press.
  3.  Ver: (a) Oard M. J. 1990. "A post-flood ice-age model can account for Quaternary features". Origins 17:8-26; (b) Oard M. J. 1984a. "Ice ages: the mystery solved?" Part I: "The inadequacy of a uniformitarian Ice Age". Creation Research Society Quarterly 21:66-76; (c) Oard M. J. 1984b. "Ice ages: the mystery solved?" Part II: "The manipulation of deep-sea cores". Creation Research Society Quarterly 21:125-137; (d) Oard M. J. 1985. "Ice ages: The mystery solved?" Part III: "Paleomagnetic stratigraphy and data manipulation". Creation Research Society Quarterly 21:170-181; (e) Oard M. J. 1990. "An ice-age caused by the Genesis Flood". ICR Technical Monograph. El Cajon, CA: Institute for Creation Research.
  4.  Ver vários capítulos na referência da Nota 1.
  5. Ver: (a) Gravenor C. P., Von Brunn V. 1987. "Aspects of Late Paleozoic glacial sedimentation in parts of the Parana Basin, Brazil, and the Karoo Basin, South Africa, with special reference to the origin of massive diamictite". In McKenzie G. D, editor. "Gondwana Six: Stratigraphy, Sedimentology and Paleontology". Geophysical Monograph 41. Washington DC: American Geophysical Union, p 103-111; (b) Rampino M. R. 1994. "Tillites, diamictites, and ballistic ejecta of large impacts". Journal of Geology 102:439-456; (c) Bennett M.R, Doyle P, Mather A. E. 1996. "Dropstones: their origin and significance". Palaeogeography, Paleoclimatology, Palaeoecology 121:331-339; (d) Oberbeck V. R., Marshall J. R., Aggarwal H. 1993. "Impacts, tillites, and the breakup of Gondwanaland". Journal of Geology 101:1-19; (e) "Responses" in Journal of Geology 101:675-679; 102:483-485. 

 

 

Sobre Dilúvio

 

1. De onde veio e para onde foi a água do dilúvio?
Os oceanos contêm água suficiente para cobrir a Terra. Se a superfície da Terra fosse perfeitamente plana, sem montanhas ou bacias oceânicas, ela seria coberta por uma camada de água com 3 km de profundidade (1). Há água suficiente para inundar a Terra. Antes do dilúvio, certa quantidade de água estava provavelmente nos mares, certa quantidade na atmosfera e uma quantidade desconhecida de água poderia ser subterrânea. A maior parte da água está agora em bacias oceânicas. É possível que mais água tenha sido acrescentada durante o dilúvio pela colisão de um ou mais cometas, que podem ser compostos em grande parte de água.

 

2. Como o dilúvio pôde encobrir o Monte Everest?
Durante o dilúvio, a área onde está agora o Monte Everest era uma bacia na qual sedimentos estavam se acumulando. Isto é mostrado pela presença de fósseis marinhos no Monte Everest (2). Após o soterramento dos fósseis, atividades catastróficas elevaram os sedimentos a uma altura bem acima de sua posição anterior, formando as montanhas do Himalaia. A maioria das montanhas atuais pode ter-se formado de maneira semelhante, durante o dilúvio ou logo após.

 

3. Como a Terra poderia ser destruída por 40 dias e 40 noites de chuva?
O dilúvio não consistiu apenas de 40 dias de chuva. As águas do dilúvio aparentemente não começaram a diminuir antes de 150 dias (Gênesis 7:24). Outros 150 dias se passaram antes que a arca pousasse (Gênesis 8:3, 4). Dez meses de inundação contínua provavelmente seriam capazes de produzir grandes mudanças geológicas na superfície da Terra. Em regiões mais distantes do ponto em que a arca pousou, o dilúvio pode ter durado bem mais do que um ano.

A água não foi o único agente envolvido na catástrofe mundial. As camadas fósseis contêm mais de 100 crateras formadas por impactos de objetos extraterrestres tais como asteróides, meteoritos e cometas (3). A crosta terrestre passou por grandes modificações durante o dilúvio. Sem dúvida, a chuva teve um papel importante, mas houve muito mais do que chuva na catástrofe conhecida como o dilúvio.

 

4. Como sabemos que o dilúvio foi mundial? Ele não poderia ter sido restrito a algum lugar do Oriente Médio?
Jesus usou o dilúvio como um exemplo do julgamento universal (Mateus 24:37-38). Pedro confirma que apenas oito pessoas foram salvas (II Pedro 2:5).

As expressões do texto de Gênesis parecem inconsistentes com um dilúvio local (4). A linguagem é o mais universal possível: "... e cobriram todos os altos montes que havia debaixo do céu;" Gênesis 7:19. Se a água cobriu os altos montes, iria também cobrir as regiões mais baixas. Como o propósito de Deus era destruir todos os seres humanos (Gênesis 6:7), o dilúvio deveria necessariamente ter-se estendido pelo menos a todas regiões habitadas por seres humanos. Além do mais, Deus prometeu que nunca mais ocorreria outro dilúvio como aquele (Gênesis 9:11, Isaías 54:9), como simbolizado pelo arco-íris (Gênesis 9:13-17). Tem havido muitas inundações locais bastante destrutivas, que literalmente varreram muitas pessoas. O arco-íris é visto em todo mundo, indicando que a promessa se aplica a todo mundo. O dilúvio do Gênesis deve ter envolvido um nível de atividade diferente de qualquer coisa vista desde então.

 Se o dilúvio foi local, a história bíblica do dilúvio não faz sentido. Não haveria necessidade de uma arca para salvar Noé e seus animais. Noé poderia ter migrado com seus animais para outra região para evitar o dilúvio local.

 Alguns têm afirmado que a presença de uma camada de barro em algumas partes do vale da Mesopotâmia é uma evidência de um dilúvio local. Entretanto, esta camada de barro é encontrada apenas em algumas das cidades. Sem dúvida, a região foi inundada alguma vez, mas isto não tem nada a ver com o dilúvio dos tempos de Noé relatado em Gênesis.

 

5. Que problemas não resolvidos sobre o dilúvio são de maior preocupação?
Como um evento catastrófico conseguiu produzir a seqüência ordenada de fósseis que é observada? Por que os fósseis na parte inferior da coluna geológica parecem tão diferentes de qualquer coisa viva atualmente, enquanto os fósseis na parte superior da coluna são mais semelhantes às espécies que vivem agora? Por que alguns fósseis se apresentam numa série morfológica que se ajusta, de um modo geral, com a teoria da evolução? Como as plantas e animais chegaram ao local onde agora estão após o dilúvio?

 


Notas para as perguntas sobre o dilúvio

Sugerimos aos interessados em mais detalhes sobre o Dilúvio a leitura do livro publicado pela SCB intitulado “Uma breve história da Terra”, de autoria do geólogo criacionista Dr. Nahor Neves de Souza Júnior (livro esgotado - previsto nova edição pelo autor)

  1. Dubach H. W., Taber R. W. 1968. "Questions about the oceans". Publication G13. Washington DC: U.S. Naval Oceanographic Office, p. 35.
  2.  Odell N. E. 1967. "The highest fossils in the world". Geological Magazine 104(1):73-74.
  3.  (a) Grieve R. A .F. 1987. "Terrestrial impact structures". Annual Review of Earth and Planetary Sciences 15:245-270; (b) Grieve R. A .F. 1990. "Impact cratering on the Earth". Scientific American 262(4):66-73; (c) Lewis F. S. 1996. "Rain of iron and ice". NY: Helix Books, Addison-Wesley Publishing; (d) Gibson L. J. 1990. "A catastrophe with an impact". Origins 17:38-47.
  4. (a) Hasel G. F. 1975. "The biblical view of the extent of the flood". Origins 2:77-95; (b) Hasel G. F. 1978. "Some issues regarding the nature and universality of the Genesis flood narrative". Origins 5:83-98; (c) Davidson R. M. 1995. "Biblical evidence for the universality of the Genesis Flood". Origins 22:58-73. 

 

 


|              Desenvolvido por RealCodeLab              |
.

Copyright SCB 1972-2018 - SCB Online 1998-2018 - Filosofia das Origens Online 2005-2018